Mockumentary, o que é isso?

Muitos produtores tentam realizar seus filmes com o máximo de realismo possível, vendendo o mesmo como uma obra que de fato aconteceu e de todo o ocorrido só se sobrou as câmeras ou rolos de filme, com imagens trêmulas e às vezes incompreensíveis; passam uma ideia que realmente se trata de uma produção amadora/caseira. Esses são os famosos “Mockumentary”, uma junção de ‘mock’ (falso) com ‘documentary’ (documentário), também podem ser chamados de “found footage” em alguns casos. cloverfield2

Alguns desses mockumentary são tão bem produzidos que, um telespectador mais leigo pode até acreditar naquilo que está vendo, pois essa é a intenção.

Em um dos filmes mais violentos, agressivos e peculiares de todos os tempos, é usada essa premissa do found footage. Holocausto Canibal (1980) é um filme pra quem tem mente aberta e estômago, o filme narra a história de quatro jovens em busca de índios canibais pela Amazônia, mas acabam se dando mal e todos morrem. Um antropólogo viaja para o local na tentativa de encontrar os jovens perdidos e encontra apenas rolos de filmes. Filme foi proibido em vários países e partir dele o mundo do falso documentário nunca mais foi o mesmo.

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Mas, a produção que alavancou o mercado do gênero foi o simplório e criativo A Bruxa de Blair (1999), filme em que na minha humilde opinião, foi o maior marketing produzido no mundo cinematográfico, no auge da internet, o filme foi altamente propagado como sendo verdadeiro e que os jovens tinham desaparecido de verdade, uma grande jogada de marketing que rendeu muito, o filme custou apenas 50 mil dólares e arrecadou 249 milhões. Os atores não sabiam suas falas, os diretores os assustavam de verdade e tudo que era feito pelos atores foi improvisado, coitados.

Tivemos bons filmes, quando o gênero já estava em repouso, eis que surge outra grande jogado de marketing: Atividade Paranormal (2007), sucesso de bilheteria e ajudou a aguçar o desejo dos produtores pelo gênero já em esquecimento, como por exemplo, o ótimo [REC] (2007); o catastrófico Cloverfield (2008), entre outros.

Recentemente tivemos outra produção que causou certo “alvoroço” e tido como verdadeiro, o mediano Contatos Imediatos de 4º Grau, que após alguma certa pesquisa, descobriu-se que as pessoas das “filmagens reais” do filme eram na verdade atores desconhecidos.

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Outros produções bacanas do gênero são :

Lake Mungo (2008) – Sobre uma menina que após sua morte é vista em vultos pela casa dos pais.

A Possessão de David O’Reilly (2009) – Conta história de um rapaz (o tal David) que está possuído por um espírito do mal e vai se hospedar na casa de um amigo (não é um mockumentary em si, mas tem alguns cenas que dão a entender).

Desaparecidos (2011) – Filme brasileiro que narra a saga de seis jovens descolados que vão para uma festa, todos com câmeras penduradas em seus respectivos pescoços; ao saírem para a mata ao redor são surpreendidos por uma criatura desconhecida.

Fenômenos Paranormais (2011) – Uma equipe de um reality-show sobre fantasmas se tranca em um hospital abandonado (supostamente assombrado), para passarem a noite e descobrem que o lugar é realmente sombrio .

Diário dos Mortos (2008) – Zumbis invadem do nada as gravações de um filme “real” produzidos por jovens, começam aí toda a luta pela sobrevivência, sem deixar de lado a câmera para se registrar tudo.

Moral da história: não acredite quando dizem que é um filme real, afinal, no mundo dos filmes, quanto maior o marketing, maior a curiosidade das pessoas para irem ao cinema.

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