Uma segunda visão.

Ano passado em um dia ao entardecer de domingo, resolvi  procurar alguns filmes independentes para assistir, ou aqueles que não recebem o devido valor pelos ‘críticos’. Dentro de muitos filmes que acabei assistindo, um particularmente me chamou a atenção pela sua dinâmica, esse filme foi Mr Nobody. Assisti logo após o lançamento em outubro do ano passado, e  exatamente um ano depois eu resolvi assistir novamente.

A impressão que fica é que na primeira vez eu gostei, na segunda vez eu fiquei pensativa e cheguei a conclusão que ele é ainda melhor do que eu lembrava que fosse. O filme começa com o personagem principal Nemo (o Sr Ninguém) estando com 117 anos, prestes a completar 118 anos, ele é mortal mais velho da Terra, em um mundo completamente mudado, em que a tecnologia é o principal objeto do futuro.  Depois o filme volta para seu nascimento, pela escolha de seus pais, pela descoberta da vida. O filme começa no final, mas não revela o que acontecerá, pelo contrário. O filme retrata simplesmente escolhas da vida, escolhas que fazemos e não pensamos nas consequências que elas vão ter. Ele mostra três mulheres que Nemo conheceu em sua vida, três histórias e muitos acontecimentos, tristeza, alegria, descobertas, dúvidas, momentos. Em uma dessas escolhas ele encontra a infelicidade para sempre, na outra ele encontra o amor da sua vida, na outra ele simplesmente não se encontra.

É um filme belo, que não tem o intuito de agradar a todos em seu lançamento, foi feito para apreciar, para dividir,. Além de uma fotografia muito colorida e alegre, os cortes são muito bem feitos e ainda conta com uma trilha sonora impecável, como por exemplo a música Mr Sandman do The Chordettes, que combina muito bem com o momento em que é tocada. Além de tudo isso, tem a ótima atuação de Jared Leto, e pelo ator jovem que é vivido por ele na adolescência,  Jared  pode não ser considerado um ator excelente por muitos, mas sempre no papel que é proposto, ele cumpre sua função muito bem (não podemos nos esquecer de seu papel em Requiem for a dream), chega um momento que você sofre junto a ele, ao vê-lo sofrer com uma de suas três mulheres.
Ás vezes não pensamos nas escolhas que fazemos, mas isso é tão irreal quando apenas vivemos o momento. Nem sempre nossas realizações no presente vão ser uma felicidade no futuro, por isso esse filme é tão bonito no que se propõe a ser,  é apenas mais uma maneira de vermos a vida e pensarmos no seu real significado. Simplesmente pensarmos no futuro, pensarmos no passado, pensarmos no que realmente é o presente, se qual período é o que mais importa.  Se é vivermos recordando as lembranças boas do passado, ser feliz fazendo aquilo que é cabível ao presente, ou sempre pensar que tudo vai ficar maravilhoso no futuro, criando muitas vezes uma ilusão do que queríamos que nossa vida fosse.
Mas se você não quiser pensar em nada, não pense, apenas assista ao filme e não tenha nenhuma expectativa, deixe com que ele mesmo se faça sentir.

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