Efeitos e defeitos.

Uma das coisas que sempre reparo e me fazem ficar bastante decepcionado no cenário do horror e cinema fantástico em geral, são as produções de efeitos especiais e a maquiagem introduzidas atualmente. Com o avanço da tecnologia e a invasão dos computadores para facilitar os trabalhos, foi inevitável a artificialidade do que antes se precisava de muita criatividade e imaginação.

Alguns abusam dessa “mãozinha” tecnológica, o que torna a película algo  dissimulado e absurdamente tosco. Claro que em tudo há uma exceção, existe boas  produções, onde a inserção de efeitos computadorizados é imprescindível. Como  em filmes de monstros super desenvolvidos, poderes sobrenaturais made in Japan,  superheróis, entre outros.

Nas produções do passado a coisa era outra, ou você tinha uma imaginação fértil e  inventividade, ou os efeitos e maquiagens do filme iriam por água abaixo. A década  de maior expressividade nesse setor com certeza foi a de 1980, com filmes como:  Cannibal Holocaust, Guinea Pig, Evil Dead, Day of the Dead, City of Living Dead,  Friday The 13th, Hell Night, Re-Animator, House by the Cemetary. Histórias de  zumbis, canibalismo e slashers foi um prato cheio para por em prática toda a  sanguinária maquiagem característica desses estilos. Sangues artificiais e até  mesmo de animais, massas de modelar, bonecos, gelatinas, espumas, mascaras;  foram usados de maneira a ser o mais real possível, o que muitas vezes enganavam  os espectadores mais leigos.

A maquiagem não é só um recurso estético para o cinema, é também essencial para elaboração do personagem. Acrescentando no ator/atriz alguma característica que ele (a) não tenha.

Um dos maiores mestres dos efeitos especiais de filmes de Terror dos últimos 30 anos é o ator, diretor, maquiador Tom Savini. Qualquer pessoa que seja fã do gênero deveria conhecer a trajetória desse cara, responsável pelos efeitos e maquiagens de filmes como: Despertar dos Mortos (1978), Sexta-Feira 13 (1980), O Massacre da Serra Elétrica 2 (1986), Dia dos Mortos (1985), Sexta-Feira 13 – Capítulo Final (1984), Maniac (1980) – onde ele próprio faz uma participação como vítima e tem cabeça explodida por uma espingarda, sem cortes.

Talvez a beleza do bom efeito especial e maquiagem estejam na falta de orçamento e limitação de recursos. Isso estimulava toda a criatividade e tirava toda a pretensão do filme se tornar uma grande produção. Ultimamente com tantos remakes desnecessários de filmes horror, poderia ser a deixa para produzirem algo tão bom quanto o original, talvez assim os remakes seriam menos odiados pelos fãs das películas originais.

 

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