Os 20 Melhores Filmes da Década (Parte 1)

Na verdaade, esse post está um pouco atrasado, porque a década acabou em 2009, rs. Mas isso não tem problema. O intuito era fazer um top 10, mas foi impossível. Então fiz um top 20 e no final citarei apenas alguns nomes que mereciam estar na lista também. Acho que alguns filmes são os melhores por unanimidade, mas talvez outros não sejam. É muito subjetivo… Talvez, daqui a um ano, terei outros nomes bem diferentes na cabeça, até porque faltam muitos filmes da década pra eu ver. Mas o que importa é que fiquei satisfeita com a lista. Portanto:

20. Amores Brutos (Amores Perros, 2000, Alejandro Gonzáles Iñárritu)

Não gosto muito do nome que deram ao filme, o certo seria Amores Cachorros, que mostra uma ambiguidade existente na história, mas isso não faz de Amores Brutos um filme menos interessante. Um acidente automobilístico entrelaça três histórias diferentes, que se passam na cidade do México. A partir daí, o roteiro é conduzido de maneira ágil por cada história, cada drama sofrido pelos personagens. O filme é bastante “sujo”, com cenas que causam impacto e mexe com quem está assistindo. Mostra que a vida pode ser totalmente modificada por causa de um simples momento. O desfecho do filme é ótimo e a frase final fica na cabeça: porque também somos o que perdemos.

19.  Amnésia (Memento, 2000, Christopher Nolan)

Amnésia é no mínimo inovador. O filme começa com o final e termina com o início, a história é toda contada de trás pra frente. Guy Pearce está incrível no papel de Leonard, um homem que sofre de perda de memória recente. Ele não se lembra de fatos que aconteceram há 15 minutos. Consegue viver mantendo hábitos, fazendo anotações pra si mesmo, tatuando os fatos mais importantes e incostestáveis no próprio corpo, tirando fotos dos rostos das pessoas para conseguir identificá-las. A última coisa que lembra é de sua mulher sendo assassinada e de que precisa vingar sua morte. O roteiro pode parecer um pouco banal, mas  não diminui em nada o brilhantismo do filme. É um filme que mexe bastante com o psicológico e precisa ser assistido com bastante concentração. É muito interessante ver como todos se aproveitam da situação do protagonista, inclusive ele mesmo… Existe uma versão “ordenada”, para aqueles que não conseguem entender o filme de “trás pra frente”.

18.  Os Infiltrados (The Departed, 2006, Martin Scorsese)

Acho que já perdi a conta de quantas vezes vi Os infiltrados. Não sei se é porque filmes de máfia me fascinam ou porque o filme tem Jack Nicholson como o mafioso…Frank Costello (Nicholson) é um mafioso que prepara Colin Sullivan (Matt Damon) desde pequeno para infiltrá-lo na polícia e torná-lo seu informante. Enquanto Billy Costigan (Leonardo Dicaprio) é um policial que tenta se infiltrar na máfia de Costello, para tornar-se informante da polícia. Depois de já infiltrados, a máfia e a polícia começam a desconfiar que entre eles há um espião e pra piorar (ou melhorar) a situação, os dois são apaixonados pela mesma mulher. O desenrolar da história é conduzido com maestria por Scorsese e o final faz você odiar ou gostar ainda mais do filme. Vale lembrar que essa parceria entre Scorsese e Dicaprio tem sido muito feliz, gerando ótimos filmes como O aviador, Ilha do medo e Gangues de Nova York. Outra coisa fundamental é a trilha sonora, que deixa as cenas de suspense ou drama melhores ainda.

17.  Snatch – Porcos e Diamantes (Snatch, 2000, Guy Ritchie)

Ah, o que falar de Snatch? um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos. Um monte de histórias que se ligam de um jeito muito interessante, com um humor finíssimo, um dos melhores roteiros originais que já vi e a trilha sonora é demais. Brad Pitt em uma de suas melhores atuações, sendo um lutador tal qual como foi em Clube da Luta, mas também um cigano. Benicio Del Toro também faz sua participação no filme, junto com Jason Statham (nem gosto muito dele, mas aqui ele está ótimo) e Jason Flemyng. Enfim, só posso ser grata ao Guy Ritchie por esse filme.

16. Adeus, Lênin! (Goodbye, Lênin!, 2003, Wolfgang Becker)

Adeus, Lênin é um filme divertidíssimo, mas possui também seus momentos dramáticos. Christiane (Katrin Sass) é uma patriota que vive na Alemanha oriental, juntamente com seus dois filhos. Nessa época, a Alemanha vivia um período de transição, onde o socialismo começava a ceder lugar para o capitalismo. Após ver seu filho Alex (o excelente Daniel Brühl) apanhando de policiais, Christiane passa mal e entra em coma profundo. Quando acorda, oito meses depois, o
país está totalmente diferente. Houve a queda do muro de Berlim, as comidas mudaram, as roupas também, a propaganda (leia-se coca-cola, principalmente) invadiu todos os cantos da cidade. Com medo de provocar um novo ataque e comprometer a saúde da mãe, Alex passa a recriar e trazer a Alemanha socialista para dentro de casa. Esta não sai de seu quarto, porque por recomendações médicas (e de Alex) precisa ficar em repouso. Mas por quanto tempo ele conseguiria sustentar a mentira? Existem cenas interessantíssimas no filme, como quando a estátua de Lênin é carregada por um helicóptero e sobrevoa a cidade capitalista ou quando um outdoor gigante da coca-cola é colocado no prédio em frente à casa de Christiane. Outro destaque do filme é a trilha sonora, composta por Yann Tiersen.

15. Na Natureza Selvagem (Into the Wild, 2007, Sean Penn)

Um dos filmes que mais mexeram comigo, no sentido de fazer pensar, refletir e pensar mais um pouco. Christopher McCandless (Emile Hirsch) é um cara que acabou de se formar em Direito. Tem namorada, família de classe alta, profissão e resolve abandonar isso tudo. Doa suas economias para uma instituição de caridade, se “livra” de tudo que a sociedade impõe e parte pelo mundo afora, sozinho, sem rumo. Buscando somente liberdade, aventura, novas experiências e claro, conhecer a si mesmo. Conhece pessoas que modificam sua vida e modifica também a vida delas. Mas seu maior sonho era conhecer o Alaska, e ele faz essa viagem.. Os últimos 20 minutos do filme são bastante perturbadores, e o desfecho deixa a gente chateado. E o que mais choca é saber que é uma história real, que aconteceu mesmo. Enfim, “Na natureza selvagem” é um filme altamente recomendável.

14. Dogville (Dogville, 2003, Lars von Trier)

Lars von Trier em mais um de seus filmes ousados. Conseguiu inovar colocando o teatro “dentro” do cinema. Grace, vivida por Nicole Kidman, é uma fugitiva de gângsters, que acaba chegando em Dogville, uma cidadezinha isolada dos Estados Unidos. Dogville, por sua vez, é toda representada em um único cenário. As casas, ruas, plantas e animais são pintados no chão, fazendo com que o espectador imagine como é cada coisa. O filme é dividido em partes e começa
apresentando cada personagem. Dogville é praticamente um mundo fechado, alheio à tudo, para as pessoas que moram lá. Portanto, Grace tem que trabalhar e provar para todos que pode ser a nova moradora da vila. Por ser humilde, bondosa e por depender da aprovação das pessoas, todos passam a se aproveitar dela, de várias formas. Uma bela metáfora para mostrar o oportunismo de todo ser humano. O filme é longo e chega a ser arrastado em alguns momentos, mas merece paciência por ter um final que, com certeza, deixa qualquer espectador satisfeito.

13. Perfume: A História de um Assassino ( Perfume: The Story of a Murderer, 2006, Tom Tykwer)

Fiquei admirada depois de assistir, mas não é um filme muito bem aceito pela maioria. O filme já começa com cenas bastante fortes, quando Jean-Baptiste (Ben Whishaw) nasce em um mercado de peixe, no meio da sujeira, do fedor. Mas isso, na minha opinião, só deixa o filme ainda melhor, com um visual mais belo, mais ousado. Jean-Baptiste tinha um dom, podia sentir e diferenciar o cheiro de cada coisa, a metros de distância. Depois de sentir o cheiro de uma
mulher (que acaba matando sem querer), ele fica obcecado em preservar aromas humanos. Se torna aprendiz em uma perfumaria, aonde aprende a nomear cada coisa, a entender como se cria o perfume, etc. Com isso, passa a matar jovens mulheres cujo perfume lhe chama a atenção. Depois de muitos assassinatos, descobrem que ele é o principal suspeito, mas ainda falta uma mulher pro “perfume perfeito” poder ser criado. Ele consegue, mas é preso, julgado e condenado à morte. E no dia da sua execução..acontece uma das cenas mais surreais que eu já pude ver.

12. Encontros e Desencontros (Lost in Translation, 2003, Sofia Coppola)

Encontros e desencontros conta a história do ator Bob Harris (Bill Murray) e da jovem fotógrava Charlotte (Scarlett Johansson). É um retrato perfeito do vazio, de uma sensaçao que só quem já passou consegue entender. Ambos estão em Tóquio e se hospedam no mesmo hotel. Ela tem metade da idade dele, estilo de vida diferente, mas compartilha da mesma solidão, sente o mesmo deslocamento. Isso faz com que logo se tornem grandes amigos. Passam a sair juntos pelas ruas de Tóquio. Fato importante é que os dois são casados, então fica aquela expectativa de que eles vão se envolver fisicamente, mas o que a gente vê é a forma mais simples e pura de amizade e de amor. Duas almas que compartilham as mesmas angústias e se completam. Quando Bob tem que ir embora, eles não sabem como se despedir, o que fazer. E é aí, no final, que o filme “acontece”.

11. Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas (Big Fish, 2003, Tim Burton)

Pra mim, é um dos melhores do Burton. O filme diverte, emociona e encanta o tempo inteiro. Ed Bloom (Albert Finney) é um grande contador de histórias. Suas aventuras encantam a todos, menos a uma pessoa: seu filho Will (Billy Crudup). Quando Ed fica doente, Will tenta se reaproximar do pai e começa a recordar as várias histórias que já tinha ouvido centenas de vezes. O jovem Ed Bloom é interpretado por ninguém menos que Ewan McGregor, e cada “fábula” do filme é mais encantadora que a outra. O final me despertou um monte de sensações incríveis, enfim.. Acredito que quem assiste não se arrepende.

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