Expressões utilizadas no cinema

Como o mundo cinematográfico tem seu próprio “vocabulário”, muitas vezes não entendemos bulhufas, ainda mais por serem na maioria em inglês. Então resolvi reunir aqui as mais “populares” palavras do mundo do cinema. A maioria delas criados no gênero do terror, algumas você com certeza já viu por ai ou verá.

 

A.K.A: Abreviatura para “also known as”. Usada para indicar os vários outros nomes pelos quais determinado filme é conhecido. Exemplo: Saw a.k.a – Jogos Mortais, Scary Movie a.k.a – Todo Mundo em Pânico.

Spoiler: Termo usado quando alguém ou normalmente um site revela fatos de determinado filme, série ou jogo. Muito usado em sites de críticas de filmes, onde contam partes importantes da trama. Alguns sites até alertam *SPOILER*, assim, fica a critério do leitor perder a sensação de primeira vez. Resumindo: verdadeiro “estraga-prazeres”.

Remake: Pode ser traduzido como “regravação” ou “nova versão”, são filmes que já tinham uma produção anterior e já conhecida do público, tendo alguns ajustes atuais e tecnológicos. Normalmente não são bem aceitos pelo público do filme original, afinal de contas, pode-se adaptar várias coisas diferentes do original, nomes de personagens, ambiente diferentes, personagens incluídos ou tirados e roteiro modificado. Exemplos: King Kong, Planeta dos Macacos, O Massacre da Serra Elétrica, Godzilla, A Fantástica Fábrica de Chocolate, Drácula.

Reboot: Ou “reiniciar”, termo onde as histórias dos filmes já produzidos são descartadas partes ou todo o conteúdo do filme original, pode ser confundido com remake, mas usa-se apenas a base da história original, criando uma nova continuidade, conseguindo assim, atrair novos públicos e arrecadar dinheiro de um franquia já “esquecida”. Exemplos:  Sexta-Feira 13, A Hora do Pesadelo, The Karate Kid, O Incrível Hulk.

Prequel: São produções realizadas para contar a história anterior da história abordada em um determinado filme, normalmente são filmes realizados para mostrar a infância dos personagens, suas ações e elementos que construiram a história original. Exemplos: O Exorcista – O Início, Hannibal – A Origem do Mal, Prometheus, Annabelle, Batman Begins.

 Blockbuster: São filmes de alto orçamento que rendem grandes bilheterias e milhões de dólares para os estúdios, patrocinadores, etc.  Normalmente são filmes comercias, cujo o objetivo é apenas encher os cofres de quem o produziu e ainda fazerem sucesso. Exemplos: Avatar, Titanic, Senhor dos Anéis, Star Wars, O Parque dos Dinossauros.

Slasher: É um dos sub-gêneros de terror mais popular e despretensioso. Filmes onde há um assassino que mata aleatoriamente (na maioria das vezes adolescentes) . Normalmente usam máscara ou fantasia e vai coletando vítimas ao longo do filme, sendo depois desmascarado pela protagonista, a única a sobreviver após fugir o filme todo. Habitualmente são filmes de baixo orçamento, roteiro pobre, atuações medíocres, clichês e muito sangue, pra compensar. Muitos deles tachados como “Terror B”. Foi muito popular nos anos 80. Exemplos: Sexta-Feira  13, O Massacre da Serra Elétrica, Halloween – A Noite do Terror, A Hora do Pesadelo, Acampamento Sinistro, Pânico, Eu Sei O Que Vocês Fizeram no Verão Passado, Dia dos Namorados Macabro, Noite das Brincadeiras Mortais.

Giallo: (Amarelo em italiano) gênero surgiu e se tornou muito popular na década de 1970 e 1980. Nascido na Itália, pode ser chamado de “pai” dos slashers. Na Itália existia uma série de livros policiais que tinham a capa amarela. Logo que começaram a produzir filmes de assassinos em série onde são perseguidos por detetives, foram associados e apelidados de giallo também. A maioria dos filmes deste gênero são semelhantes, com um assassino em série (que geralmente é mostrado somente no final, durante o filme vemos apenas suas mãos vestidas com luvas pretas de couro), um detetive que procura esse assassino, mortes chocantes, principalmente de mulheres (sempre com cenas de perseguição antes do ato), e exposição de corpos total ou parcialmente nús. O giallo foi muito importante para o gênero do terror. A maioria dos realizadores italianos da atualidade teve sua estréia cinematográfica com giallos. Exemplos: Prelúdio Para Matar, Suspiria, O Pássaro de Plumas de Cristal, Seis Mulheres Para o Assassino, O Esquartejador de New York, A Tarântula do Ventre Negro.

Exploitation: Mais um sub-gênero do terror. São filmes independentes onde não há interferência de estúdios grandes, feitos para mostrar a verdadeira face da violência, com cenas fortes e constrangedoras; erotismo, crueldade, consumo de droga, romance, sexo, sensacionalismo com o tema abordado e afins. Alguns desses filmes ganharam com o tempo a reputação de Cult. Exemplos: Aniversário Macabro, A Vingança de Jennifer, Thriller – Um Filme Cruel, Maniac, O Albergue, À Prova de Morte, Machete, Um Drink no Inferno .

Trash: “Lixo”, literalmente. São filmes baratos e de muita pouca qualidade, na maioria das vezes involuntariamente cômicos, com interpretações toscas, roteiro ruim, direção falha e muito exagero, mas que divertem por ser tão absurdos. Podem ser propositalmente mal feitos ou não. Exemplos: Náusea Total, A Morte do Demônio, Pink Flamingos, Fome Animal, O Vingador Tóxico, Ataque dos Tomates Assassinos, Planeta Terror, A Bolha Assassina.

Sci-Fi: Termo usado para filmes de ficção científica, onde a imaginação rola solta. Com invasões alienígenas, insetos gigantes, robôs e anomalias humanas, o gênero se popularizou a partir dos anos 1950. Exemplos: Alien – O Oitavo passageiro, O Exterminador do Futuro, A Experiência, A Mosca, Jornada nas Estrelas, ET – O Extraterrestre, 2001 – Uma Odisséia no Espaço.

Mockumentário ou Mockumentary: É nome dada a documentários que não são verdadeiros, são filmes gravados como documentário normal mas a história é inventada, feita pelos roteiristas. Algo em comum, é que além de não serem reais e tem baixo custos, conseguem arrecadar boas bilheterias. Alguns filmes tem enredos bem sérios e bons, comparando com grandes produções com enredo medíocre. Reforçando a idéia de que filme caro não é sinal de filme  bom. Exemplos: [Rec], Cloverfield, Borat, Atividade Paranormal, A Bruxa de Blair, Contados de 4º Grau, Distrito 9, Lake Mungo, Brüno.

O começo do cinema


Auguste Marie Louis Nicholas Lumière (1862–1954) e Louis Jean Lumière (1864–1948) são frequentemente considerados os pais do cinema, patentiaram o cinematógrafo (que era uma máquina de filmar e projetar cinema), invetado na verdade por Léon Bouly, em 1892.

Em 19 de Março de 1895 foi registrada a primeira imagem em movimento com o nome de La Sortie de l’usine Lumière à Lyon (A Saída da Fábrica Lumière em Lyon), onde Louis Lumière acionou a manivela. Oitocentas imagens em 50 segundos, que foram projetadas, três dias depois, numa conferência em Paris. O espanto e curiosidade foi geral.

A partir daí, passaram a ser fabricantes de apareIhos, de películas, produtores e distribuidores de seus próprios filmes. Louis Lumière morreu em 1948 aos 84 anos. Auguste, seis anos depois, com 92. “Cheguei ao fim do filme”, disse poucos dias antes.

 

 

 

 

 

 

 

Abaixo, o filme “A saída da Fábrica” de 1895:

 

 

Curiosidade: O primeiro filme erótico foi produzido um ano após, em 1896, com o nome de “O Deitar da Esposa”, do diretor francês Eugène Pirou. A cena que tem apenas 3 minutos, mostra a atriz nua indo se deitar com o marido. Nada demais se comparado as novelas atuais, mas para a época foi bem interessante, principalmente para os homens.

O Início do Terror

Após a invenção dos irmãos Lumière, criando o mundo do cinema, a expansão do mesmo foi inevitável. Nos anos seguintes foram produzidos vários obras de todos os gêneros, se distribuindo por vários países. Um ano após o cinematógrafo ter sido inventado (1896), tivemos a produção do primeiro filme de terror que se tem notícia: Le Manoir Du Diable (A Mansão do Diabo). Realizado por Georges Miéliès, tido como precursor do gênero,  “pai dos efeitos especiais” e um dos maiores cineastas de todos dos tempos.

A película de aproximados 3 minutos e 17 segundos, mostra a história de um cavalheiro que entra em uma mansão mal assombrada e é aterrorizado por ilusões.

Podem parecer cômicas as cenas, mas é impressionante a criatividade e a ousadia usada nos efeitos especiais, levando em conta as circunstâncias e a precariedade da época.

 

 

Le Manoir du Diable (A Mansão do Diabo) – 1896:

 

Stephen King: Do papel à película

  Stephen King

Você pode não conhecê-lo, mas com certeza já viu ou ouviu falar de alguma adaptação para o cinema de uma de suas obras. Stephen Edwin King é um autor norte-americano, nascido em 21 de setembro de 1947, em Portland, no Maine. Desde pequeno King gostava de ler quadrinhos de terror e suspense, o que influenciou em seu estilo para escrever. King hoje é considerado o mestre do terror moderno e suas obras já foram lançadas em mais de 40 países, sendo o nono autor mais traduzido no mundo.

Seus livros ficaram famosos por trazerem um terror comum, um medo natural que as pessoas têm pelas coisas ou animais, tratar de temas do cotidiano e dramas pessoais. Seu modo detalhista e humor na escrita transforma seus textos em histórias prazerosas de se ler. O escritor consegue fazer situações que parecem banais se transformarem em narrativas de horror angustiantes.

Com seu talento reconhecido, King teve vários de seus livros e contos adaptados para o cinema, foram 42 até hoje. Algumas dessas adaptações foram dirigidas ou roteirizadas por ele.

Então, decidi reunir suas adaptações para o cinema mais ilustres.

Carrie, A Estranha (1976): Com a direção de Brian de Palma, o filme foi realizado 2 anos após a publicação de King de seu primeiro livro. O filme narra a história de Carry White, uma jovem extremamente recatada que vive reclusa com sua mãe, uma fanática religiosa extremamente controladora e incisiva. Por ser uma garota tímida e não muito bonita, foi sempre menosprezada pelos seus colegas de escola. Carrie, então, descobre que possui poderes telecinéticos (capacidade de mover coisas com o poder da mente), ocasionando uma reviravolta em sua vida e das pessoas que a subjugavam. O filme teve um remake mediano em 2002 e outro recentemente em 2013.

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O Iluminado (1980): É talvez a adaptação para o cinema mais famosa e lembrada de King. Graças a direção de Stanley Kubrick e a atuação majestosa de Jack Nicholson, o filme se tornou um marco do terror moderno, sendo incorporado na cultura pop cinematográfica. Baseado no livro homônimo, o filme traz questões como solidão, isolamento, loucura e influência do ambiente. Jack Torrance (Nicholson), um escritor e um alcoólatra em recuperação, aceita um emprego como zelador fora de época de um hotel isolado chamado Hotel Overlook. Seu filho possui habilidades psíquicas e é capaz de ver coisas do passado e do futuro, como os fantasmas que habitam o hotel. Logo depois de se instalarem, a família fica presa no hotel por uma tempestade de neve e Jack torna-se gradualmente influenciado por uma presença sobrenatural; ele desaba na loucura e tenta assassinar sua esposa e filho. “Here’s Johnny!”

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Christine, O Carro Assassino (1983): Um clássico do saudoso ‘Cinema em Casa’ do SBT, o filme narra a história de Arnold “Arnie” Cunningham, jovem nerd sem muitas ambições na vida. Tudo muda quando está dirigindo de volta pra casa e avista Christine, um antigo e destruído carro estacionado no gramado de uma casa. Arnie compra o carro e o reforma, sua vida com isso se transforma, passa a ter uma paixão e ciúme doentio pelo carro (sentimentos que são recíprocos). Christine passa a afastar qualquer pessoa que de alguma forma interaja demais com Arnie, provocando acidentes e mortes. O amor mata!

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A Colheita Maldita (1984): Adaptação de um conto de King lançado em 1978, o filme foi polêmico para época de lançamento, por mostrar crianças assassinas influenciadas por uma “seita religiosa”. Todos os adultos da cidade rural de Gatlin estão mortos, só crianças residem no local, o motivo? Adultos são impuros e não devem habitar a cidade, e aqueles que ousarem adentrar na cidade, devem ser exterminados! Uma crítica severa aos dogmas e crenças que influenciam de forma negativa os indivíduos.

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It – Uma Obra Prima do Medo (1990): Você tem medo de palhaço? Se a resposta é sim, não é aconselhável assistir este filme. Se a resposta é não, irá rever seus conceitos. Há 30 anos, uma cidade do interior dos Estados Unidos foi aterrorizada por um assassino de crianças, conhecido como A Coisa. Agora, a criatura sanguinária reaparece sob a forma de um palhaço. Quando o bibliotecário Michael Hanlon sente sua presença, ele convoca outros seis amigos para combater o monstro que destruiu suas infâncias. É muita palhaçada, no bom sentido da palavra.

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Louca Obsessão (1990): Paul Sheldon é um escritor de muito sucesso, e após finalizar sua mais nova obra, segue em uma viagem para entregar seu manuscrito para ser publicado. Porém, durante seu trajeto é atingido por uma nevasca e acaba sofrendo um acidente. Paul é socorrido pela caridosa e amável Annie Wilkes, é levado para sua casa onde é tratado e descobre que a mulher é sua fã número 1. Após ler escondido o manuscrito do seu ídolo, Annie descobre que seu personagem favorito morre no fim da história. Começa aí um cárcere e tortura gerado pela revolta de Annie, que obrigada o escritor a mudar a história. Moral da história: nunca contrarie um fã!

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O Apanhador de Sonhos (2003): Estrelado por Morgan Freeman, o filme narra a história de quatro garotos que após salvarem um jovem com síndrome de Down ganham poderes de telepatia. Tempos depois em um acampamento, ficam presos em uma nevasca. Lá descobrem que uma força alienígena está prestes a manipular as mentes dos habitantes da cidade onde moram.

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A Janela Secreta (2004): Protagonizado por Johnny Depp, incorporando Mort, um escritor com bloqueio criativo – causado pelo adultério de sua esposa – que se isola em uma cabana no meio da floresta. Vive um tremendo ócio e dorme a maioria do tempo. Num belo dia é acordado por um homem afirmando que Mort roubou sua história, e partir daí o homem começa a vigiá-lo e ameaçá-lo de forma cada vez mais constante. Um suspense daqueles que te faz sentir pena do personagem principal.

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1408 (2007): Com John Cusack e Samuel L. Jackson, o filme gira em torno de um promissor romancista disposto a escrever sobre fenômenos paranormais, porém, é extremamente cético e nunca encontrou evidências de acontecimentos do mundo dos mortos. Ele resolve se hospedar em um quarto de hotel em Nova York que possui a fama de ser assombrado por espíritos, fato reforçado após o gerente do hotel lhe informar que já ocorreram 56 mortes no local. Coisas estranham começam acontecer e o escritor passa a questionar e reavaliar seu ceticismo.

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O Nevoeiro (2007):  Depois de uma violenta tempestade devastar a cidade, David Drayton e seu filho Billy correm para o supermercado, com medo que os suprimentos se esgotem. Porém, um estranho nevoeiro toma conta da cidade e faz  com que eles e outras pessoas que estavam no local fiquem presos no supermercado. Logo descobrem que há algo de sobrenatural em meio a névoa e caso deixem o local, podem ser atacados. Muita crítica a convivência entre pessoas diferentes e criaturas bizarras.

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Nem só de histórias que assustam vive Stephen King, ele também escreve narrativas dramáticas e emocionantes:

Conta Comigo (1986): Um clássico dos tempos áureos da ‘Sessão da Tarde’ da Globo. O filme narra a história  do escritor Gordie Lachance relembrando um fato da sua infância. Quando tinha 12 anos e vivia em Oregon (EUA), ele e mais três amigos saíram em uma aventura na mata em busca de um corpo desaparecido. O que eles não imaginavam é que essa busca se tornaria uma grande aventura, cheia de descobertas e fortalecimento de suas amizades. Quem nunca quis na juventude se aventurar por aí com os amigos? Uma história emocionante sobre companheirismo.

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Um Sonho de Liberdade (1994): O filme foi indicado a 7 Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Ator para Morgan Freeman. O drama conta a história de um banqueiro que é sentenciado a prisão perpétua, por assassinar sua mulher e seu amante, apesar de sempre alegar inocência. Na prisão conhece “Red” (Morgan Freeman) que também cumpre prisão perpétua, um influente detento que controla o mercado negro dentro do presídio.

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À Espera de um Milagre (1999): O filme foi indicado a 4 Oscars na época, incluindo melhor Filme e Melhor Ator Coadjuvante para Michael Clarke Duncan (que morreu em 2012). A história se passa no corredor da morte de uma prisão do Sul dos EUA, em 1935, narrando o comovente relacionamento entre o guarda da prisão Paul Edgecomb (interpretado por Tom Hanks) e o prisioneiro John Coffey (Duncan), que tem o dom de curar as pessoas. Ao conhecer melhor John, Paul começa a duvidar de crimes atribuídos a ele: o assassinato de duas jovens garotas. Um história emocionante, indispensável para quem aprecia um bom filme.

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Lembranças De Um Verão (2001): Protagonizado por Anthony Hopkins, o filme conta a história de Robert Garfield, que após a morte de um amigo começa a relembrar um verão da sua infância. Quando tinha 11 anos, ele teve sua vida marcada pela amizade de Carol, Sully e Ted Brautigan – o novo vizinho. Muita nostalgia pra quem gosta de lembrar dos bons tempos de juventude.

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Mockumentary, o que é isso?

Muitos produtores tentam realizar seus filmes com o máximo de realismo possível, vendendo o mesmo como uma obra que de fato aconteceu e de todo o ocorrido só se sobrou as câmeras ou rolos de filme, com imagens trêmulas e às vezes incompreensíveis; passam uma ideia que realmente se trata de uma produção amadora/caseira. Esses são os famosos “Mockumentary”, uma junção de ‘mock’ (falso) com ‘documentary’ (documentário), também podem ser chamados de “found footage” em alguns casos. cloverfield2

Alguns desses mockumentary são tão bem produzidos que, um telespectador mais leigo pode até acreditar naquilo que está vendo, pois essa é a intenção.

Em um dos filmes mais violentos, agressivos e peculiares de todos os tempos, é usada essa premissa do found footage. Holocausto Canibal (1980) é um filme pra quem tem mente aberta e estômago, o filme narra a história de quatro jovens em busca de índios canibais pela Amazônia, mas acabam se dando mal e todos morrem. Um antropólogo viaja para o local na tentativa de encontrar os jovens perdidos e encontra apenas rolos de filmes. Filme foi proibido em vários países e partir dele o mundo do falso documentário nunca mais foi o mesmo.

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Mas, a produção que alavancou o mercado do gênero foi o simplório e criativo A Bruxa de Blair (1999), filme em que na minha humilde opinião, foi o maior marketing produzido no mundo cinematográfico, no auge da internet, o filme foi altamente propagado como sendo verdadeiro e que os jovens tinham desaparecido de verdade, uma grande jogada de marketing que rendeu muito, o filme custou apenas 50 mil dólares e arrecadou 249 milhões. Os atores não sabiam suas falas, os diretores os assustavam de verdade e tudo que era feito pelos atores foi improvisado, coitados.

Tivemos bons filmes, quando o gênero já estava em repouso, eis que surge outra grande jogado de marketing: Atividade Paranormal (2007), sucesso de bilheteria e ajudou a aguçar o desejo dos produtores pelo gênero já em esquecimento, como por exemplo, o ótimo [REC] (2007); o catastrófico Cloverfield (2008), entre outros.

Recentemente tivemos outra produção que causou certo “alvoroço” e tido como verdadeiro, o mediano Contatos Imediatos de 4º Grau, que após alguma certa pesquisa, descobriu-se que as pessoas das “filmagens reais” do filme eram na verdade atores desconhecidos.

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Outros produções bacanas do gênero são :

Lake Mungo (2008) – Sobre uma menina que após sua morte é vista em vultos pela casa dos pais.

A Possessão de David O’Reilly (2009) – Conta história de um rapaz (o tal David) que está possuído por um espírito do mal e vai se hospedar na casa de um amigo (não é um mockumentary em si, mas tem alguns cenas que dão a entender).

Desaparecidos (2011) – Filme brasileiro que narra a saga de seis jovens descolados que vão para uma festa, todos com câmeras penduradas em seus respectivos pescoços; ao saírem para a mata ao redor são surpreendidos por uma criatura desconhecida.

Fenômenos Paranormais (2011) – Uma equipe de um reality-show sobre fantasmas se tranca em um hospital abandonado (supostamente assombrado), para passarem a noite e descobrem que o lugar é realmente sombrio .

Diário dos Mortos (2008) – Zumbis invadem do nada as gravações de um filme “real” produzidos por jovens, começam aí toda a luta pela sobrevivência, sem deixar de lado a câmera para se registrar tudo.

Moral da história: não acredite quando dizem que é um filme real, afinal, no mundo dos filmes, quanto maior o marketing, maior a curiosidade das pessoas para irem ao cinema.

Sentimentos opostos.

O que realmente importa no amor? O sentimento que é sem definição ou explicação, uma felicidade incomensurável sentida em todos os segmentos do corpo, em cada entranha da alma. Ou aquele desejo carnal, de pele com pele, de toques entre dois corpos, de uma atração mais forte que uma relação?
Esses são dois pontos chaves no filme A Última Noite (Last Night), o qual particularmente gostei muito, por não imaginar que a trama seria tão bem segmentada, é um filme curto, são noventa minutos muito bem divididos, uma obra simples e particular.
O filme é ambientado em Nova York, onde um casal Joanna e Michael vivem. Os personagens principais são vividos pela atriz inglesa Keira Knightley e pelo australiano Sam Worthington. Os dois são casados e não imaginam que nas próximas horas de seu dia, a vida deles passará por várias mudanças. Michael tem que fazer uma viagem de trabalho, onde ficará em um hotel com seus colegas de trabalho, lá passará uma noite na companhia de sua colega de empresa vivida por Eva Mendes, e Joanna em uma manhã normal de sua rotina quando sai para comprar café, acaba reencontrando um amor do passado que não mora mais nos EUA. O dia que seguirá retratará como os dois passarão por essas pessoas, de um lado Michael sente-se atraído por sua colega, Laura. Do outro lado temos Joanna que não acredita que realmente esqueceu completamente seu amor do passado. Será que o amor dos dois será mais forte que essas tentações?
O filme foi lançado sem nenhuma pretensão, mas ele choca quem o assiste por ser tão natural, delicado e simples. É um tema que aborda o que o ser humano realmente quer, fazendo um contraponto entre o homem e a mulher, focando na razão e no desejo carnal. Muitas vezes há um desejo por outra pessoa, mas isso não quer dizer que o amor foi esquecido no casamento, eles vão passar por situações que vão mostrar aquilo que realmente estão vivendo.
É um filme que toca o telespectador, um chamado para pensar no tema, se realmente somos fortes o bastante para deixar que nada supere o amor que sentirmos por outra pessoa. Em vários momentos você torce para que alguma coisa aconteça, para que a história mude, para que os laços não se desprendam, mas o surpreendente é não saber o que a razão e a emoção vão querer.
Tenho certeza que depois de você assistir vai repensar o que realmente importa, é que muitas vezes atitudes que tomamos não mudarão o que realmente sentimos. O final pode não ser aquilo que você espera, acredito que a maioria das pessoas não pensa da maneira que o final se conduz, mas vale a pena refletir. Somos realmente feitos para que o amor prevaleça acima de tudo? Ou somos corpos em busca de prazer?

Uma segunda visão.

Ano passado em um dia ao entardecer de domingo, resolvi  procurar alguns filmes independentes para assistir, ou aqueles que não recebem o devido valor pelos ‘críticos’. Dentro de muitos filmes que acabei assistindo, um particularmente me chamou a atenção pela sua dinâmica, esse filme foi Mr Nobody. Assisti logo após o lançamento em outubro do ano passado, e  exatamente um ano depois eu resolvi assistir novamente.

A impressão que fica é que na primeira vez eu gostei, na segunda vez eu fiquei pensativa e cheguei a conclusão que ele é ainda melhor do que eu lembrava que fosse. O filme começa com o personagem principal Nemo (o Sr Ninguém) estando com 117 anos, prestes a completar 118 anos, ele é mortal mais velho da Terra, em um mundo completamente mudado, em que a tecnologia é o principal objeto do futuro.  Depois o filme volta para seu nascimento, pela escolha de seus pais, pela descoberta da vida. O filme começa no final, mas não revela o que acontecerá, pelo contrário. O filme retrata simplesmente escolhas da vida, escolhas que fazemos e não pensamos nas consequências que elas vão ter. Ele mostra três mulheres que Nemo conheceu em sua vida, três histórias e muitos acontecimentos, tristeza, alegria, descobertas, dúvidas, momentos. Em uma dessas escolhas ele encontra a infelicidade para sempre, na outra ele encontra o amor da sua vida, na outra ele simplesmente não se encontra.

É um filme belo, que não tem o intuito de agradar a todos em seu lançamento, foi feito para apreciar, para dividir,. Além de uma fotografia muito colorida e alegre, os cortes são muito bem feitos e ainda conta com uma trilha sonora impecável, como por exemplo a música Mr Sandman do The Chordettes, que combina muito bem com o momento em que é tocada. Além de tudo isso, tem a ótima atuação de Jared Leto, e pelo ator jovem que é vivido por ele na adolescência,  Jared  pode não ser considerado um ator excelente por muitos, mas sempre no papel que é proposto, ele cumpre sua função muito bem (não podemos nos esquecer de seu papel em Requiem for a dream), chega um momento que você sofre junto a ele, ao vê-lo sofrer com uma de suas três mulheres.
Ás vezes não pensamos nas escolhas que fazemos, mas isso é tão irreal quando apenas vivemos o momento. Nem sempre nossas realizações no presente vão ser uma felicidade no futuro, por isso esse filme é tão bonito no que se propõe a ser,  é apenas mais uma maneira de vermos a vida e pensarmos no seu real significado. Simplesmente pensarmos no futuro, pensarmos no passado, pensarmos no que realmente é o presente, se qual período é o que mais importa.  Se é vivermos recordando as lembranças boas do passado, ser feliz fazendo aquilo que é cabível ao presente, ou sempre pensar que tudo vai ficar maravilhoso no futuro, criando muitas vezes uma ilusão do que queríamos que nossa vida fosse.
Mas se você não quiser pensar em nada, não pense, apenas assista ao filme e não tenha nenhuma expectativa, deixe com que ele mesmo se faça sentir.